Presidente da República reúne com jovens da Zambézia
Namarroi (Zambézia), 22 de Junho de 2018 - O Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, reuniu com os jovens da província central da Zambézia, no distrito de Namarroi, no âmbito da Visita Presidencial que efectuou àquele ponto do país, de 18 a 21 de Junho corrente.
Intervindo no referido encontro, o Chefe do Estado moçambicano disse ser sua vontade concluir o “dossier” da paz antes das eleições autárquicas de Outubro do ano em curso.
“Esperamos que seja ultrapassado qualquer obstáculo porque não podemos continuar muito tempo a falar. Também, as pessoas com quem devo dialogar devem estar disponíveis em todo momento,”, afirmou o Presidente Nyusi.
O estadista respondia a uma ideia de alguns intervenientes, segundo a qual, os aspectos da descentralização e a integração dos homens armados da Renamo, no âmbito do diálogo para paz, fossem concluídos antes das próximas eleições autárquicas, para que o direito de votar seja exercido sem enhum tipo de condicionalismo.
O Chefe do Estado realçou que neste momento está-se numa fase de contextualização com a nova liderança da Renamo, de modo a ter domínio suficiente das matérias de modo a se tomar decisões patrióticas, pois a paz efectiva é urgente.
“É uma discussão que não envolvia muita gente. Por isso temos que contextualizar os novos intervenientes, e às vezes deparamos com situações de alguns ainda não compreenderem qual era o figurino da discussão. Mas esperamos que isso seja ultrapassado,” explicou.
Ressaltou que a descentralização e a integração dos homens armados da Renamo, são dois aspectos que se complementam. “Não pode avançar a descentralização só. O objectivo dos moçambicanos não é só governar uma província ou distrito ou mesmo autarquia. Mas sim vivermos em paz. Uma paz efectiva.”, disse o Presidente da República.
Segundo o Chefe do Estado, a descentralização não faria sentido nenhum se os militares da Renamo continuarem armados. “Estou plenamente de acordo que os esforços sejam no sentido de haver tranquilidade e que façamos a democracia como queremos.”