Presidente Nyusi afirma Cimeira de Nairobi recolocou ACP no mapa internacional

Maputo, 12 de Dezembro de 2019 - O Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, considera que a 9ª Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo do Grupo África, Caraíbas e Pacífico (ACP), que hoje encerrou em Nairobi, Quénia, recolocou a organização no mapa internacional.
O Chefe de Estado moçambicano manifestou o facto numa breve declaração a jornalistas nacionais que cobriram a Cimeira de dois dias.
Depois de considerar a participação de Moçambique no evento “positiva”, Nyusi afirmou que “nós, todos os países-membros, mais uma vez, recolocamos ACP no mapa internacional”.
Nos debates em torno destes sub-temas, segundo o Presidente Nyusi, os Chefes de Estado e de Governo concluíram, em uníssono, a necessidade de os Estados-Membros defenderem e protegerem o multilateralismo, por sinal o tema principal do evento.
“São temas que justificam, claramente, o multilateralismo. Não se pode falar de combater o terrorismo e o extremismo só por um país ou então sobre as mudanças climáticas. Deve ser em bloco”, afirmou.
Aliás, Nyusi recordou que Moçambique muito pouco contribui para a poluição, mas, em contrapartida, é o que mais sofre os efeitos das mudanças climáticas. Este facto ficou demonstrado pelos violentos ciclones (Idai e Kenneth) que afectaram as regiões centro e norte do país, em Março último.
“Isto significa que a defesa da natureza não deve ser feita apenas por nós”, vincou o Chefe de Estado moçambicano.
A questão da cooperação intra-ACP, segundo Nyusi, é fundamental para o desenvolvimento socio-económico dos países-membros, bem como a necessidade de se trabalhar para facilitar a movimentação humana, e não só, sobretudo também, de negócios.
No decurso dos trabalhos, foi eleito um novo secretário-geral da organização, o angolano George Chikoti, que estará em funções a partir de Março de 2020. O antigo Ministro dos Negócios Estrangeiros de Angola e Embaixador daquele país em Bruxelas foi um dos três candidatos da região que concorreram para este cargo, sendo os outros dois do Zimbabwe e do Malawi.
No final dos trabalhos, foi aprovada a Declaração de Nairobi, um instrumento legal que vai ser usado como base para a implementação das actividades e deliberações aprovadas na cimeira.