PR procede ao lançamento da primeira pedra em Mutarara

Data: 01/06/2021
 
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Tete, 30 de Maio de 2021 – O Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, procedeu, este sábado, ao lançamento da primeira Pedra do Projecto de Reconstrução do Ramal Dona Ana- Vila Nova da Fronteira, no distrito de Mutarara, província de Tete, um investimento de cerca de 30 milhões de dólares desembolsados pela Empresa Publica - Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM).   

O ramal com mais de 44 quilómetros esteve paralisado desde Setembro de 1986 devido à guerra de desestabilização que destruiu o tecido económico com graves consequências para Moçambique, e visa a melhoria da logística de transporte de mercadorias de e para o Malawi, um país do hinterland que anualmente recorre a portos moçambicanos para importar e exportar cerca de 48 milhões de toneladas de diversos produtos.

“Com esta iniciativa materializa-se o desejo dos dois países em melhorar a logística de importações e exportações daquele país irmão, através de infra-estruturas ferro portuárias moçambicanas”, disse Nyusi.

O estadista explicou que a retoma da ligação ferroviária entre Moçambique e o Malawi faz recordar a heroicidade dos trabalhadores ferro - portuários na operacionalização da circulação de comboios durante o período da guerra de desestabilização.

“Existem cidadãos que quando souberam que vínhamos fazer lançamento da primeira pedra quase que deitaram lágrimas por terem-se recordado de que na linha foram sacrificadas muitas vidas, e por saberem que a linha vai ser operacionalizada depois de longo período de inactividade”, disse o Presidente Nyusi.

Os trabalhos que oficialmente iniciaram este sábado consistirão na reconstrução total do ramal e outras infra-estruturas adjacentes, permitindo, numa primeira fase, a circulação, ainda este ano, de comboios comerciais do Porto da Beira até ao vizinho Malawi; e, à posterior, a circulação de comboios de passageiros, uma acção de responsabilidade social corporativa que o Governo incumbiu aos CFM.

O investimento na linha vai permitir que a velocidade máxima de circulação passe dos anteriores 30 km/hora, para 60 quilómetros por hora e passará a possuir uma capacidade de 20.5 Toneladas por eixo, contra a anterior capacidade de 16.5 Toneladas.