PR insta deputados a respeitarem diferenças na Assembleia da República

Data: 14/01/2020
 
foto Familia-   dos Deputados AR 4

Maputo, 14 de Janeiro de 2020 - O Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, instou aos deputados hoje investidos a respeitarem os interesses dos moçambicanos e do país durante as suas actividades na Assembleia da República (AR).

O Chefe do Estado moçambicano, falava no encerramento da investidura dos 250 deputados eleitos nas eleições gerais de 15 de Outubro passado, cerimónia por si orientada na manhã desta segunda-feira.

O Parlamento hoje investido tem, segundo o Presidente da República, a “peculiaridade de apresentar três bancadas com uma composição bastante desproporcional. Este formato pode criar a percepção de que tudo será decidido pela bancada tida como superior, porque é maioritária. Esta é uma percepção que deve ser desconstruída, através de um trabalho consistente visando a criação de consensos, sempre que possível, particularmente em matérias estruturantes da vida nacional”, afirmou Filipe Nyusi.

Segundo o Chefe de Estado, a Frelimo não deve se alardear pelo facto de ter uma maioria qualificada, 184 deputados, nem a Renamo pode sentir retraída por ter 60 deputados, e tão-pouco o MDM deve se sentir sem voz na “Casa do Povo” por ter apenas seis deputados.

Para Filipe Nyusi, a percepção de que o partido no poder tem uma maioria qualificada “deve ser desconstruída” e, sobretudo, os deputados não devem perder de vista que “acima das bancadas parlamentares está Moçambique” e os interesses dos moçambicanos devem prevalecer.

“Tenham sempre presente que acima das bancadas parlamentares está Moçambique. Está o povo moçambicano, cujos interesses devem prevalecer”.

O estadista moçambicano, considerou que a investidura dos 250 deputados para a IX Legislatura representa “um dia feliz para a nossa jovem democracia e para todo o povo moçambicano”.

O momento não significa apenas o culminar do escrutínio de 15 de Outubro, mas, também, é um sinal de “espírito de nação, de maturidade política dos moçambicanos”.

Estes, mesmo perante adversidades, não se furtam ao cumprimento da “regularidade dos ciclos eleitorais e do funcionamento das instituições democráticas”.