PR dirige Cerimónias Centrais do dia da África
Nacala, 25 de Maio de 2018 – O Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, dirigiu, hoje, em Nacala, na Província de Nampula, as cerimónias da comemoração dos 55 anos da União Africana (UA), que se celebra sob o lema: ““Ganhar a luta contra a corrupção: um caminho sustentável para o desenvolvimento da África”.
Durante a sua intervenção, o estadista centrou o seu discurso no combate à corrupção, afirmando que este é um cancro que corroe as sociedades, e por isso não deve se dar trèguas no combate contra este mal.
”Como país, à necessidade de acelerar a ofensiva em prol de maior transparência, rigor, honestidade na gestão do erário público. O cambate à corrupção requer medidas mais contundentes e uma tpolerância zero, por forma a encontrar soluções, para que a sua prática deixe de ser encarada com naturalidade, porque não se trata de um fenómeno normal”, disse o Chefe do Estado.
Num outro desenvolvimento, e falando do processo da Paz no país, o Presidente Nyusi disse que a aprovação na especialidade do pacote de descentralização, é uma grande passo dado pelos moçambicanos, “já estão criadas suficientes condições para darmos um gigantesco passo em prol da nossa jovem democracia”, referiu.
Sobre a questões militares, o Chefe do Estado afirmou que já foi identificado o modelo para o desarmamento, desmobilização e reintegralção dos homens armados da Renamo, e que este modelo foi aceite por consenso e de forma incondicional, aquando da sua última deslocação a serra de Gorongosa.
“Com o falecido líder da Renamo já tínhamos ultrapassado as diferenças e definido as reais prioridades dos militares da Renamo porque tínhamos a consciência de que se tratava de concluir um processo e não iniciar um novo”, disse Nyusi.
De acordo com o Presidente Nyusi, não será apenas a descentralização que garantirá a paz em Moçambique, e reafirmou a sua determinação em conduzir o processo até que o povo moçambicano se sinta efectivamente em paz, pois à semelhança da bandeira nacional que cobre todos os moçambicanos, a Constituição da Republica nunca deve ser instrumento de desunião e discórdia entre cidadãos da mesma nação.
Ressaltou que o pacote de descentralização aprovado pelo parlamento deve ser visto como um passo na direcção certa que o governo tem estado a tomar para a profundar o exercício da democracia multipartidária.
