Intercâmbio empresarial não deve se cingir na FACIM - PR

Data: 30/08/2021
 
PR inaugura 56a Edicão da FACIM

Maputo, 30 de Agosto de 2021 - O Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, disse que a vontade dos empresários em manter contactos regulares e de elevar o nível de agressividade comercial não se pode resumir em edições da FACIM, pois, é sabido que no fim de cada edição a feira fecha as suas portas.

Segundo o Chefe do Estado, que falava na abertura da 56ª Edição da FACIM, em Ricatla, província de Maputo, as feiras não podem e nem devem ser eventos de curto prazo e efémero.

“Há que estudar como tornar viável e sustentável o espaço da FACIM em Ricatla, que apresenta amplas oportunidades, como veículo de desenvolvimento. Precisa de haver mais sinergias a nível dos gestores da FACIM, dos nossos empresários da província e do distrito de Marracuene, porque é importante que este espaço seja movimentado e produza para os moçambicanos”, sustentou o Presidente Nyusi.

De acordo com o estadista, “não devemos apenas promover o fluxo de investimento que se caracteriza por uma única direcção do exterior para Moçambique. Devemos promover de forma sustentada a internacionalização das empresas moçambicanas, apoiando-as na capacidade de competir, criando marcas diferenciadoras e com qualidade que seja imbatível no exterior. Temos a esperança de que o programa de industrialização eleve o patamar das nossas vantagens, através do acréscimo do valor dos nossos recursos, significando vender com qualidade, com desejo de ocupar espaço na SADC ou em outros mercados fora da região Austral do continente.

Para o governante, este processo envolve a persistência de vencer pelas empresas nacionais, não sendo de excluir a possibilidade de agrupamento por via das associações existentes que visem ganha escala e aumentar a capacidade de alavancagem financeira.

Este trajecto, segundo o Presidente Nyusi, faz o chamamento de um forte apoio da diplomacia económica, daí que “nos comprometemos a orientar as nossas embaixadas para mudar o paradigma e que tenham a missão permanente de forjar parcerias, com o intuito de aceder um espaço de tempo menos prolongado às novas tecnologias, com o apanágio de distribuição no exterior.

“Apelamos a colaboração para reforço da parceria do sector empresarial público e privado, para se engajarem com vontade própria para o desenvolvimento das suas actividades; esforço colectivo no combate à corrupção, que mina os negócios de Moçambique, porque os investidores têm os seus regulamentos, seu perfil nas suas empresas e quando chegam encontram bloqueios de natureza burocrática e de corrupção, o que dificulta o desenvolvimento; colaboração na coleção de taxas para potenciar  o desenvolvimento do país; reforço do diálogo público e privado, para facilitar o ambiente de negócios; facilitar o processo das reformas; promoção dos investimentos internos e internacionais”, referiu o Presidente.