“Desarmamento é condição sine qua non para a Paz” - PR
Maputo, 25 de Junho de 2018 – O Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, disse hoje, no âmbito das celebrações dos 43 anos da Independência Nacional que o desarmamento, a desmobilização e a reinserção dos homens armados da Renamo são a condição sine qua non para um país democrático, estável e pacífico. “Não há alternativa ao desarmamento, desmobilização e reinserção. E deve começar já”, acrescentou.
Para o Chefe do Estado, a paz é um bem comum e indispensável para que qualquer sonho ou projecto se concretize. “A consciência colectiva que temos disso é que nos faz lutar de forma incansável para que a paz nunca esteja comprometida. Foi com base neste pressuposto de paz que nos colocamos à disposição para um formato de diálogo directo com a liderança da Renamo”, informou o Presidente Nyusi.
Segundo o estadista, os resultados iniciais desta postura tornaram-se visíveis pela cessação das hostilidades militares, e posteriormente com a aprovação parcial da revisão da Constituição da República no contexto do dossier da descentralização.
“Quero agora e aqui afirmar que continuaremos a dialogar e vincar o consenso que havia sido já encontrado, no que tange ao desarmamento, desmobilização e reinserção dos homens armados da Renamo, processo este esperado com muita expectativa pelos nossos irmãos nas fileiras da Renamo, e sobretudo pelo povo”, anunciou o Presidente da República.
O estadista garantiu que está a trabalhar para este objectivo, e que com vontade de todos, esse objectivo será atingido, pois com o falecido líder da Renamo, já se tinha identificado as linhas de acção, a calendarização do cronograma de implementação e o preenchimento conveniente da orgânica resultante do consenso nas Forças de Defesa e Segurança.
“Este consenso foi testemunhado por oficiais de ambas as partes, e pela representação do grupo de contacto e com uma síntese eleborada e registada. Temos estado a defender a não inclusão de novos elementos que podem ser considerados detalhes a ser objecto de decisão operacional do comando superior a nível da Forças Armadas de Defesa de Moçambique”, informou o Presidente da República.
Acrescentou que é compreensível a necessidade de algum tempo para a nova liderança da Renamo ser contextualizada sobre os passos anteriormente dados no processo do diálogo com o Presidente da Renamo Afonso Dhlakama, porém apelou para a celeridade da nova liderança da Renamo para que com maior brevidade se alcance este nobre desejo, que é a paz definitiva e reconciliação efectiva entre os moçambicanos.
“Nós reiteramos o nosso inabalável empenho, de, a par dos avanços do processo de descentralização, prosseguirmos com o diálogo de modo que as eleições de Outubro próximo ocorram num ambiente de paz e com os nossos irmãos, agora nas bases da Renamo, desarmados, e com a reintegração na sociedade em progresso, conforme abordado em Namadjiua, Gorongosa durante o nosso último encontro (com o Presidente da Renamo)”, disse o Presidente Nyusi.
