Estabilização da propagação da Covid-19 precisa de ser protegida

Data: 03/03/2021
 
PR reune gestores de Desporto Nacional e de Saúde-6

O Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, disse hoje que a estabilização do nível de propagação da pandemia da Covid-19 em Moçambique precisa de ser protegida para que não seja temporária.

Segundo o Chefe do Estado, que falava num encontro com gestores desportivos sobre a Covid-19, a protecção desta doença propaga-se rapidamente, mas desaparece lentamente.

De acordo com informações tornadas públicas na ocasião pelo Ministério da Saúde, os níveis registados de Dezembro até Fevereiro ainda podem se ressentir nos próximos meses, se se tomar em consideração a taxa de internamentos dos últimos dois meses, que precisam de ser geridos.

Para o Chefe do Estado moçambicano, os actuais níveis de propagação desta pandemia posicionam o país num nível acima do aceitável, com tendências de deslocamento para o excedente, não só no desporto, como a nível nacional.

Outra informação que preocupa o Presidente Nyusi tem a ver com os níveis de internamentos pela Covid-19 que tendem a aumentar, atingindo 69 por cento e os óbitos em 74 por cento, nos últimos dois meses.

De referir que o encontro tinha como objectivo reflectir  sobre o desporto em Moçambique em tempo da Covid-19 e, sobretudo, nesta segunda vaga que é de grande envergadura, em Moçambique.

Na ocasião, o Presidente Nyusi recebeu conselhos dos dirigentes desportistas, mesmo sabendo que o mais difícil  é encontrar consensos daquilo que todos querem que se faça.

“Temos tentado procurar fazer o máximo para ter o equilíbrio, naturalmente sacrificando uma ou outra coisa, mas estamos todos neste binómio que chamo de saúde, em primeiro lugar, depois economia. Sem desenvolvimento económico, incluindo o social, sem saúde não promovemos o desenvolvimento sócio-económico do país.

Sabe-se, entretanto, que depois das medidas adoptadas a 04 de Fevereiro, há uma tendência de estabilização da propagação da Covid-19, apesar da região Austral do continente Africano estar numa situação preocupante, que contribui com 46 por cento dos casos registados.