Presidente da República procede à abertura do I Fórum Nacional das Indústrias Culturais e Economia Criativa

Data: 24/05/2017

O Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, procedeu à abertura do I Fórum Nacional das Indústrias Culturais e Economia Criativa, um evento que decorre na Cidade de Maputo, e que junta artistas, gestores de arte, representantes de instituições governamentais, sociedade civil, parceiros de cooperação, entre outros, e que vai ter a duração de dois dias.

Intervindo na ocasião, o Chefe do Estado desafiou os diferentes intervenientes da sociedade moçambicana a aprofundarem mais sobre as relações que se estabelecem entre cultura, negócios e turismo, não apenas com os empreendedores culturais, mas também com outros sectores produtivos, para que este sector seja cada vez mais acutilante no processo de desenvolvimento no país.

“Todos os actores sociais, os fazedores da cultura, as confissões religiosas, a sociedade civil, os partidos políticos, as instituições de ensino e de pesquisa são chamados a desvendar o segredo do casamento entre a cultura e o turismo”, disse.
O Presidente da República saudou a iniciativa de realizar o fórum, vincando que com a presença dos intervenientes de todas as componentes, há certeza da priorização do desenvolvimento e do empreendedorismo, pois o encontro se reveste de vital importância porque as actividades culturais, no seu todo, estão entre os produtos dinamizadores de uma série de actividades económicas.
“A nossa aposta em relação as indústrias culturais e criativas em Moçambique consubstancia a nossa luta pelo bem-estar dos cidadãos e incremento do desenvolvimento sustentável e abrangente”, afirmou o estadista moçambicano, acrescentando que “temos a certeza das oportunidades que as cadeias de produção artística e criativa irão contribuir para a geração de empregos e rendimentos”, afirmou o Presidente Nyusi.
Segundo o Chefe do Estrado, as iniciativas de institucionalização, formulação e implementação de políticas viradas à valorização e apoio das actividades produtivas e intensivas da cultura são mais do que oportunas.
Neste contexto, disse ser inquestionável que a cultura não tenha apenas o valor emocional ou mesmo, resumindo, o cantar, o dançar, esculpir ou pintar, pois, em termos sociais, as indústrias culturais contribuem para o empoderamento da mulher e do jovem na promoção da inclusão e coesão social bem como no desenvolvimento sustentável, sendo responsáveis por um número considerável de empregos e de uso de mão-de-obra no conjunto de actividades relacionadas e de apoio.
Na dimensão económica, segundo o estadista, as indústrias culturais são geradoras de emprego em cerca de três por cento, na área da cultura e turismo.
Nyusi disse ser necessário desenvolver um conjunto de acções para melhorar a qualidade dos bens e serviços artísticos e culturais, de forma a garantir a sua competitividade no comércio nacional e internacional, através da promoção do potencial artístico cultural.
Defendeu também a necessidade de fortalecimento do empresariado cultural para a criação de mais empregos bem como a geração de renda.
Para que estas e outras acções tenham lugar, segundo Nyusi, é primordial a ampliação da rede de infra-estruturas culturais e artísticas visando impulsionar as iniciativas empresariais.
Outras acções devem ser desenvolvidas nas componentes de formação e profissionalização de intervenientes no sector das indústrias culturais e criativas, promoção e diversificação das fontes de financiamento em prol de desenvolvimento das indústrias culturais e criativas e a dinamização do turismo cultural para promover a exploração da riqueza, das artes e cultura, tendo em vista o desenvolvimento local e consolidar a moçambicanidade.
Recomendou que os debates deste fórum não terminem em lamentações, mas sim devem conduzir à identificação de caminhos que permitam a transformação da produção artística em ferramenta da geração de rendimentos e de redução de desigualdades sociais e com o amplo envolvimento da juventude e da mulher.
O Fórum Nacional das Indústrias Culturais e Economia Criativa é um momento de formação e intercâmbio entre os agentes, gestores, promotores e outras entidades culturais e criativas, de transferência de conhecimentos e troca de experiências.
Pretende-se, com este encontro, lançar as bases para a implementação da Política das Indústrias Culturais e Criativas no País.
O Ministério da Cultura e Turismo (MCT), promotor do evento, entende que o Fórum constitui uma forma para aprofundar o conhecimento e a sensibilidade dos actores relevantes sobre o papel das indústrias culturais e criativas no desenvolvimento sustentável de Moçambique.
No final do evento, será produzido e partilhado um relatório sobre as principais constatações e emitida uma “Declaração” sobre as Indústrias Culturais e Criativas moçambicanas.