Presidente da República insta população a empenhar-se mais na produção
O Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, disse, durante o comício que orientou no Distrito Municipal Katembe, no âmbito visita que realiza a Cidade de Maputo, que há necessidade de empenhar-se mais na produção para garantir o seu auto-sustento e comercialização, permitindo que o Governo centre a sua intervenção na construção de infraestruturas como hospitais, escolas, estradas, pontes e redes de energia e abastecimento de água.
O Chefe do Estado apontou a paz efectiva como uma das condições para o aumento da produção. ''O segredo para a solução destes problemas reside na produção. Por isso, o sonho do povo moçambicano não é pedir a paz mas vivê-la, porque esta é de todos”, vincou o Presidente da República, sublinhando que o povo nunca vai ser autor da guerra, mas sim da paz.
Noutro desenvolvimento, o Chefe do Estado enalteceu a postura do povo moçambicano que tem sabido transformar a crise em oportunidade para fazer face aos desafios que o país enfrenta.
“O povo não se limitou a lamentar, encarou esta dificuldade como oportunidade para arregaçar as mangas e trabalhar. Apesar destas dificuldades, o camponês produziu, o pescador pegou no anzol, e quem não tem mar fez tanques para produzir peixe. Hoje, em todas as províncias a mensagem que se transmite é de que comida não é problema”, disse o Chefe do Estado.
No quadro actual, os camponeses têm o suficiente para garantir a sua segurança alimentar e a sementeira para a próxima época, pedindo apoio para comercializar os excedentes e melhor gerir o fruto de sua produção.
“Obrigado pela compreensão de todos os que encararam o momento de aflição como incentivo para produzir”, afirmou o Chefe do Estado.
O Presidente Nyusi referiu que os projectos para a construção de um hospital de referência no distrito de Katembe e de uma escola secundária, bem como a expansão da rede de energia eléctrica, já foram desenhados, estando-se neste momento a procura de financiamento.
O estadista moçambicano recomendou a população a tomar a dianteira investindo na área dos transportes e não esperar pelo Estado, destacando que os locais têm que começar de coisa pequenas.
“O Estado é facilitador, quem tem que ganhar dinheiro é o cidadão”, disse.