Presidente da República exorta empresariado nacional a apostar em serviços de qualidade

Data: 15/05/2017

O Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, disse em Mossuril, na Província de Nampula, durante um encontro com os empresários, que é preciso que as empresas nacionais criem musculatura empresarial e comercial forte, apostando em serviços de qualidade, pois o mercado está cada vez mais concorrencial.

O Chefe do Estado respondia à preocupação apresentada pelos empresários duo encontro, com destaque para a demora no pagamento de valores devidos pela prestação de serviços ao Estado, as rotas de transporte rodoviário, cancelamento do subsídio de combustível, excesso de fiscalização rodoviária, taxas de exportação elevadas praticadas no porto de Nacala, demora no reembolso do IVA, exportação da castanha de caju não processada, e falta de oportunidades nos concursos públicos.

Reagindo a estas preocupações, o estadista moçambicano disse que há necessidade de o empresariado nacional estar atento aos ditames da economia de mercado para melhor enfrentar os desafios da actualidade, exortando a todos empresários moçambicanos para criarem empresas multifacetadas por forma a atender as exigências de todo o tipo de clientes e não apenas contarem com o Estado como principal consumidor de serviços.

Para o Chefe do Estado, a gestão da economia de um país, não se pode fazer com a disponibilização de vários subsídios por parte do Estado, sendo por isso que o Governo está a fazer de tudo para que Moçambique se alivie financeiramente. “Não é admissível que Moçambique continue a praticar preços de combustíveis mais baixos da África Austral, enquanto todos compramos no mesmo fornecedor. Isto permite que os operadores de fora comprem combustível no nosso país. É necessário que Moçambique pratique os preços reais para não subsidiar as economias de outros países”, disse o Presidente da República.

O Chefe do Estado explicou também, comentando sobre a demora no pagamento de serviços por parte do Estado, que desde o ano passado Moçambique está a trabalhar com receitas internas sem o orçamento doado que representa 60 por cento do total. “A nossa prioridade é o pagamento de salários daí a demora que se regista no pagamento de serviços”, disse.