Presidente da República encerra Fórum de Negócios Holanda-Moçambique
O Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, disse estar confiante de que com a consolidação da exploração do potencial existente em todas as áreas de cooperação, Moçambique e Holanda vão inaugurar uma nova página de crescimento e progresso mútuo.
Discursando quinta-feira, em Haia, na Holanda, no encerramento do Fórum de Negócios Holanda-Moçambique, Nyusi disse acreditar ter sido um evento bem-sucedido que abrirá esperança para um relacionamento de negócios mais produtivo.
“A diversidade das áreas económicas representadas no Fórum demonstra o interesse que a Holanda tem em conhecer melhor as potencialidades de Moçambique, bem como as áreas onde podem ser feitas parcerias empresariais”, sublinhou.
O estadista moçambicano fez uma radiografia dos níveis de cooperação entre os dois países desde a independência nacional, em 1975, e do potencial de investimento existente em Moçambique.
Entre 1975 e 2016, segundo o Presidente, a Holanda desembolsou cerca de 1,2 bilião de dólares em programas com impacto nas comunidades moçambicanas, com destaque para as áreas de água e saneamento, agricultura e desenvolvimento rural.
Na área comercial, Nyusi disse que o panorama é igualmente encorajador. “Os fluxos comerciais têm aumentado significativamente. Estamos confiantes de que com a plena consolidação da exploração do potencial existente vamos inaugurar uma nova página de crescimento e progresso dos nossos países”.
Disse ainda que o fluxo comercial, entre os dois países, tem também aumentado significativamente, sendo que, de 2011 a 2015, “as exportações para Holanda totalizaram cerca de 4,5 biliões de dólares e as importações cifraram-se em cerca de 3 biliões de USD”.
Indicou que nos últimos seis anos foram aprovados 25 projectos de origem holandesa que criaram perto de mil postos de trabalho.
Na ocasião, convidou os investidores holandeses a participarem massivamente na FACIM, em Agosto próximo, como forma de dar continuidade a dinâmica de cooperação e investimento.
Vincou perante mais de 150 participantes, incluindo pouco mais de 50 empresários moçambicanos, que em Moçambique existem numerosas oportunidades para investimento, nomeadamente na agricultura, pois o país detém terra fértil propícia para o efeito, com terras “habilitadas para a produção de cereais e hortícolas para o consumo doméstico e exportação”.
Por outro lado, segundo o estadista moçambicano, repousa, no país, um amplo mercado para o fabrico de insumos e alfaias agrícolas, processamento de produtos agrícolas e construção de silos para a conservação da produção.
Quanto a infra-estruturas, o presidente disse tratar-se de um sector crucial e transversal a todos os outros “por isso nevrálgico para o desenvolvimento de Moçambique”.
Nyusi indicou que o país se ressente da falta de infra-estruturas de transporte e comunicações, de armazenamento e produção de água para o consumo humano, produção de energia, vias de acesso, entre outras. “As infra-estruturas de irrigação também serviriam para mitigar as cheias que ciclicamente afectam o nosso país”.
Sobre o Turismo, o cartão de visitas de Moçambique como destino turístico de lazer e de negócios, o país, disse o Presidente, dispõe de condições geográficas excelentes para o turismo de praia e cinegético numa costa de mais de 2.500 quilómetros de extensão com locais de referência pela sua beleza paisagística.