Presidente da República anuncia retirada das FDS de algumas posições em Gorongosa

Data: 27/06/2017

O Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, anunciou hoje, a retirada das Forças de Defesa e Segurança de algumas posições que ocuparam nos últimos anos na região de Gorongosa na Província de Sofala.

Trata-se das posições de Nhantaca, Mucotsa, Nhancunga, Mapanga Panga, Namadgiwa, Nhauchenge, Lourenço e Nhariosa, que foram acordadas com a Renamo no âmbito do diálogo político em curso no país, com o intuito de restabelecer a Paz no país.

O Chefe do Estado falava na Praça dos Heróis Moçambicanos, em Maputo, depois de depositar uma coroa de flores por ocasião das festividades do 42º aniversário da Independência Nacional que hoje se assinala, acrescentando que a cultura de paz se mantém como premissa para a consolidação da nação moçambicana e garantia do seu desenvolvimento.
“Por isso, queremos, perante todos os moçambicanos, renovar o compromisso de continuar a fazer tudo que estiver ao nosso alcance para que os desígnios da paz, unidade e reconciliação sejam uma realidade”, disse o estadista moçambicano, reiterando a defesa do espírito de tolerância entre os cidadãos, e repúdio a todas as formas de descriminação e todas as práticas que perigam a paz e a fraternidade.
Segundo o Chefe de Estado, todas as acções são e foram confirmadas pela equipa conjunta de monitoria e verificação do processo em curso, tendo acrescentado que o diálogo com a Renamo continua através das Comissões de Descentralização e dos Assuntos Militares, que consensualmente acordaram vários assuntos dentre os quais a agenda de trabalhos, o mecanismo de monitoria e verificação da trégua, esta que também já entrou em funcionamento.
O estadista moçambicano disse, por outro lado, estar em curso a preparação das propostas dos documentos legais relativos a descentralização e, para o efeito, as comissões procuram soluções comensuráveis com a realidade que confortem a todos os moçambicanos e todos os que investem e residem no país.
Nyusi disse que o país está independente há 42 anos depois de uma luta tenaz de 10 anos conduzida pela Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), que, com sacrifício e valentia dos seus filhos, a conquistaram e, por conseguinte, a liberdade de escolher o seu próprio destino.

“O sangue derramado solidifica a nação que nenhum tirano voltará a escravizar e os 42 anos de independência se alicerçam nos actos de cada concidadão, num ano em que decidiu resgatar a agricultura como ferramenta para alcançar o orgulho, segurança alimentar e nutricional assim como a geração de renda”, disse o Presidente Nyusi.