Presidente da República acredita embaixadores
O Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, procedeu, hoje, à acreditação de embaixadores da Tunísia, Irão e Sri Lanka, e recebeu Cartas Credenciais dos embaixadores do Japão e da Tanzania, numa cerimónia que decorreu no seu Gabinete de Trabalho.
Trata-se dos embaixadores Narjes Dridi, da Tunísia; Mohsen Ghomi, do Irão; Weerawardena Dharmasena, Alto-comissário do Sri Lanka; Toshio Ikeda, embaixador do Japão, e Rajab Luhwavi, Alto-comissário da Tanzânia.
Em declarações à imprensa, o ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação moçambicano, Oldemiro Baloi, considerou como sendo desafio dos três novos embaixadores tentar dar expressão à palavra cooperação no domínio económico e social, tendo considerado igualmente haver espaço do lado moçambicano para o efeito.
“A vontade política de dar o salto foi claramente expressa pelos três embaixadores, e da nossa parte a disponibilidade é total. Portanto, estão criadas as condições mínimas para que, de facto, o objectivo de trazer a palavra cooperação para a realidade se concretize”, disse.
A Tunísia tem potencial para cooperação nas áreas do turismo e educação. O Irão tem potencialidades na área dos recursos minerais e energia, quer no domínio do gás, quer no do petróleo, e é considerado uma potência neste domínio. Já cooperou com Moçambique e inclusive já teve uma embaixada, tendo-a encerrado nos anos 90. E' perspectiva, neste momento, a reabertura dessa embaixada, enquanto se vai olhando na possibilidade de explorar outras oportunidades.
O Sri Lanka tem potencialidades no domínio da educação, com um sistema considerado excelente. “E, também, são muito bons no processamento de produtos como tabaco e o chá, que são os produtos de exportação de Moçambique, e, sobretudo, no acabamento de produtos para a exportação, de modo a torná-los competitivos”, disse Baloi.
Em relação ao Japão, Baloi considerou este país como um dos principais parceiros de Moçambique, com um nível de relacionamento muito bom, quer no domínio político-diplomático, quer no domínio económico e social. O Japão tem programas de investimento em vários domínios, entre os quais agricultura, infraestruturas, transportes e comunicações, recursos minerais e desenvolvimento do capital humano.
“É um parceiro sólido, sempre do nosso lado, e, quando surgem situações que carecem de intervenções de natureza humanitária, o Japão tem estado bem presente. Portanto, é a renovação da equipa para uma cooperação sempre em crescendo”, considerou.
Para o chefe da diplomacia moçambicana, falar da Tanzânia, país vizinho, é falar da história pré e pós independência de Moçambique. Disse serem dois países companheiros da mesma trincheira, partilhando várias posições perante o resto do mundo.
“São dois países irmãos, com cooperação praticamente em todas as áreas do funcionamento dos dois Estados. É a renovação da equipa entre dois países com relações do mais alto nível que se possa imaginar”, sublinhou.