“ODS's correm o risco de não conseguirem alterarem o cenário de desigualdades no mundo”

Data: 24/05/2017

O Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, alertou que os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS's) correm o risco de não conseguirem, até 2030, alterarem o cenário de pobreza, fome e desigualdades no mundo, durante o discurso que proferiu no Palácio da Família Real, em Haia, na Holanda, na audiência concedida pelo Rei Willem Alexander, no último dia da visita oficial de três dias, afirmando que é necessário tomar-se medidas para se reverter o cenário sob pena de o fenómeno se alastrar pelo mundo.

“A Holanda está entre os países que lideram os esforços que levaram a adopção dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável que assumem a missão de moldar o mundo para melhor. Não obstante a sua nobreza e premência, estes objectivos correm o risco de não conseguirem, até 2030, alterarem o cenário de pobreza, fome e desigualdades nas nossas sociedades. Precisamos de tomar medidas decisivas e eficazes, incluindo a previsibilidade das actividades propostas”, disse.

Na ocasião, em que se fazia acompanhar pela sua Esposa, a Primeira Dama Isaura Nyusi, e vários membros do governo, o Chefe do Estado sublinhou que esta realidade não deve ser permitida porque tem o potencial de se alastrar para além das fronteiras nacionais e continentais, ameaçando a paz e segurança internacionais.
“Por isso, este é o momento de agir e a Holanda têm constituído um bom exemplo a seguir por parte de todos os nossos amigos e parceiros”, realçou.
Citou a meta 13 dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável, que se refere a necessidade da tomada de medidas para mitigar o impacto das mudanças climáticas, frisando que trata-se de uma meta tão relevante para Moçambique que de forma cíclica vive efeitos gritantes de calamidades naturais, provocando morte, deslocação de populações, destruição de infra-estruturas económicas e sociais.
Nyusi disse ser grande preocupação construir própria capacidade de gestão ambiental com enfoque para a água face as crescentes inundações e estiagem.
“As calamidades naturais deixam patente que, tal como o direito a liberdade e auto-determinação, o direito de não ser pobre e de não ser vulnerável é também um direito humano universal a ser defendido”, frisou.
O estadista moçambicano reuniu-se também com a Rainha, Primeiro-Ministro, Mark Rutte, com a comunidade moçambicana residente na Bélgica, Holanda e Luxemburgo, e participou numa mesa redonda sobre suplementos alimentares, fortificação alimentar `a larga escala e fornecimento, demanda de vegetais, para alem de visitar um polo de processamento de sementes.