“Última avaliação do Doing Business não pode nos deixar resignados” – Presidente da República

Data: 12/03/2018
 
PR participa na Conferencia Anual do Sector Privado (3)

Maputo, 12 de Março de 2018 – O Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, disse hoje, no Jantar de Gala alusivo à XV Conferência Anual do Sector Privado (CASP), que  última avaliação do Doing Business não pode deixar os moçambicanos resignados.

“A última avaliação do Doing Business não pode nos deixar resignados e impotentes só porque baixámos de lugar, pelo contrário,  estes resultados devem nos fazer sentir desafiados e mais inconformados, para introduzirmos reformas mais arrojadas, para dar a volta por cima, de modo a contribuirmos para o crescimento da nossa economia”, disse o Chefe do Estado.

Para o Presidente Nyusi, o Governo não está conformado com os resultados da avaliação do país dada pelas agências de avaliação de desempenho sócio-económico e financeiro internacionais, por isso que desencadeou reformas impactantes para a melhoria do ambiente de negócios.

“Não conformados com os resultados da avaliação do país pelas agências de avaliação de desempenho sócio-económico e financeiro internacionais, o nosso país desencadeou o processo de revisão do Código Comercial, para adequá-lo à realidade sócio-económica do país. Entre 2015 e 2017 Adoptamos um novo modelo de diálogo público-privado, com a indicação do Primeiro-Ministro  para liderar a equipa do Governo”, afirmou o Presidente da República.

Para o Chefe do Estado, a preocupação deve ser de criar bases fortes e sólidas para o crescimento do sector empresarial nacional, através de métodos capazes de reverter a situação, e para isso o Governo não irá dar tréguas até que consiga remover o último obstáculo ao florescimento do negócio  em Moçambique.

Entre os obsatáculos que dificultam o ambiente de negócios em Moçambique, o Presidente Nyusi apontou a luta contra a corrupção na lista de acções priorotárias a desenvolver.

Para o estadista, onde reina a corrupção, o negócio torna-se oneroso e trava o desenvolvimento; pois, por muitas reformas que se faça, por muitas revisões de leis que se adopte, de nada valerá se a prática da corrupção prevalecer, e pior será se ninguém assumir que a prática deste mal existe.

“Se é verdade que algumas vezes a iniciativa de corrupção  vem de um agente ou funcionário do Estado, não é menos verdade que existem ocasiões que quem dá o primeiro passo  é um agente do sector privado. Quem perde nesta situação é o Estado, neste caso o povo, que vai gastar mais, recebendo serviços, bens ou obras de baixa qualidade, com conseuquências na sua durabilidade e nos seus custos”, enfatizou o Presidente Nyusi.

Leia na Íntegra o Discurso do Chefe do Estado