Participação no FOCAC: Uma maratona que compensa pelos resultados

Data: 05/09/2018
 
Bilateral com Xi Jinping

Beijing, 04 de Setembro de 2018 – O Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, disse que o balanço da participação de Moçambique no FOCAC foi uma maratona que compensa pelos resultados alcançados. O Chefe do Estado falava durante a conferência de imprensa que concedeu aos jornalistas que o acompanham, para o balanço.

O estadista moçambicano dividiu a visita em 4 momentos, nomeadamente, o encontro bilateral com o seu homólogo chinês Xi Jinping; a sua participação na III Cimeira do Focac; a Diplomacia Económica, e o encontro com a Comunidade moçambicana residente na China.

“No encontro que mantivemos com o Presidente Xi Jinping avaliamos o estágio da cooperação entre os os dois países, e informamos sobre o  estágio sócio-económico de Moçambique. Ficou interessado e impressionado com o decurso do processo da paz, assim como sobre a realidade económica, principalmente sobre a mudança de atitude da inflação”, informou o Presidente Nyusi.

Ainda no encontro bilateral, o Presidente da República anotou que os dois estadistas reflectiram sobre as medidas de combate à corrupção,  como condição essencial para a construção de uma sociedade credível para o ninvestimento e crescimento económico.

Sobre a participação no FOCAC, disse que os participantes avaliaram o desenvolvimento das infraestruturas, assim como da industrialização desde 2015 à 2018, assim como sobre as acções pertinentes de cada para país a operacionalização do projecto “Um cinturão, uma rota, que visa criar mais inrterligação, circulação do capital, transferência de conhecimento e cultura entre outros.

“Foi produzida uma Declaração que evoca a Paz, desenvolvimento, soberania, industrialização, assim como o respectivo Plano de Acção. De referir esta Declaração tem o seu enfoque na juventude, essencialmente na sua formação e empoderamento”, anunciou o Chefe do Estado.

Afirmou que a China anunciou um pacote de 60 biliões de dólares, que dependem dos projectos que cada país apresentar para financiamento, porém o estadista afirmou que Moçambique não vai correr para esse pacote antes de perceber as modalidades que ele acarreta.

“Os 60 biliões são para crédito, é a China está a fazer o seu negócio, pois esse crédito tem seus juros e condicionalismos. Nós temos que fazer o nosso negócio também, vendendo os nossos produtos à China como grafite, carvão, produtos agrícolas, ou mesmo neste pacote optar que seja o investimento chinês que venha ao nosso país fazer parcerias com os moçambicanos”, explicou.

Falando da Diplomacia Económica, o Presidente Nyusi afirmou que Moçambique foi o único país no FOCAC que teve um Fórum Empresarial à margem do evento, onde foram apresentadas as potencialidades específicas de Moçambique em todas as áreas, e o empresariado chinês mostrou-se interessado em fazer parcerias com o empresariado nacional.

“Para além do Fórum Empresarial Moçambique-China, reunimos com mais de 20 empresas que operam ou que tem interesse de operar em Moçambique, e sempre informamos que o principal objectivo da nossa Diplomacia Económica é de captar investimento profícuo para Moçambique. Viemos oferecer, mas também viemos receber”, disse o estadista.

Sobre a reunião com a Comunidade Moçambicana, o Presidente da República anotou que a maioria dos moçambicanos na China são estudantes, que ainda são muito jovens, mas deixaram uma imagem impressionante, pois mostraram clareza sobre os seus objectivos na China.

“Esses jovens são mais-valia para Moçambique, pois estão a ganhar know-how que vai ser muito importante para Moçambique. A formação que eles estão a prosseguir é em várias que são angulares para o desenvolvimento de qualquer nação”, disse.

Concluindo, o Presidente Nyusi afirmou que há muito interesse por Moçambique, não só pelas suas riquezas, mas pelas pelas pequenas vitórias que o país vai coleccionando, fruto da atitude do seu povo que enfrenta as batalhas do dia a dia para vencê-las.