PR procede ao encerramento de cursos de Especialização da PRM

Data: 25/02/2019
 

Maputo, 25 de Fevereiro de 2019 - O Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, dirigiu hoje, dia 25 de Fevereiro de 2019, na Escola Prática de Polícia, em Matalana, distrito de Marracuene, província de Maputo, a cerimónia de encerramento de cursos de especialização da Polícia da República de Moçambique (PRM).

O curso de Forças Especiais e de Reserva inclui Unidade de Intervenção Rápida (UIR); Unidade de Protecção de Altas Individualidades (UPAI); Polícia de Fronteira; Polícia Costeira, Lacustre e Fluvial, e Polícia de Protecção de Meio Ambiente e Recursos Naturais.

Na sua intervenção, o Chefe do Estado moçambicano exigiu às Forças Especiais e de reserva da PRM, a eliminação urgente dos grupos extremistas que criam instabilidade no norte da província de Cabo Delgado.

Na ocasião afirmou que para o alcance de tal objectivo, as Forças Especiais e de Reserva devem despender o melhor e o máximo das energias e saber policiais, o que vai resultar, também, na promoção e consolidação do necessário ambiente de tranquilidade e paz nas comunidades afectadas e nos empreendimentos em curso naquela região.

O Presidente Nyusi, deu a conhecer que grupos armados têm vindo a matar pessoas e a incendiar aldeias nos distritos de Nangade, Macomia, Mocímboa da Praia e Palma.

A formação destas Forças Especiais termina numa altura em que os grupos armados em Cabo Delgado manifestam alguma tendência de alteração do seu modo de agir, passando a imprimir maior violência, incluindo esquartejamento de corpos. Isto, disse Nyusi, exige das Forças de Defesa e Segurança uma rápida reorientação das suas unidades, para enfrentarem e neutralizarem os responsáveis.

O Presidente da República ordenou ainda aos serviços de inteligência das FDS a identificarem os mentores da alteração da ordem naquele ponto do país, “sejam eles nacionais, porque há sinais de alguns envolvimentos, ou estrangeiros, como temos estado a registar”.

As forças juraram em unanimidade a bandeira nacional, voto através do qual assumem o compromisso de se dedicarem inteiramente à defesa do Estado, pátria e do povo moçambicano.

Para o estadista moçambicano, significa ainda um compromisso pela obrigação e engajamento do cumprimento rigoroso e na obediência de cadeia de comando, o respeito pelos interesses soberanos da pátria, o combate sem tréguas a todas as formas de criminalidade e outros actos que ponham em causa a estabilidade, a paz, o convívio social, a ordem, segurança e tranquilidade públicas.

Deste modo, pela natureza complexa das missões agregadas às Unidades Especiais e de Reserva, exige-se membros competentes e que estejam excepcionalmente preparados, física e psicologicamente, para intervirem em casos especiais no domínio da manutenção da ordem e segurança públicas.

Foi na sequência disso que o Comandante-Chefe das FDS recomendou uma constante actualização e treinamento das unidades das Forças Especiais e de Reserva para fazerem face, também, às constantes mudanças do “modus operandi” dos malfeitores.

Entretanto, sublinhou o estadista, as forças deverão agir dentro da lei, da ética e deontologia profissionais, disciplina, doutrina policial e respeito pela dignidade humana. Enquanto isso, o Presidente Filipe Nyusi assegurou que o Governo que dirige vai continuar a criar condições para que se imponha a paz efectiva em Moçambique.

Leia na Íntegra o Discurso do PR