“Nenhum gestor deve encontrar na crise uma justificação” - PR

Data: 09/07/2018
 
PR, CFM (7)

Maputo, 09 de Julho de 2018 – O Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, disse hoje, durante a sua visita à Empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), que nenhum gestor deve encontrar na crise uma justificação para o seu insucesso, pois deve se capitalizar os contactos com parceiros.

“Os resultados que aqui ouvimos alertam a todos nós, e especialmente ao sector empresarial, que, sim, com sacrifício, empenho e dedicação, é possível ser sustentável em pleno momento de crise económica e financeira nacional e internacional”, afirmou o estadista.

Para o Chefe do Estado, os CFM são um exemplo de empresa de que se deve seguir pela sua capacidade de produção no meio de crise financeira no país e no mundo.

 “Os CFM, por si mesmo, se tornam um dos modelos de empresas ferro-portuárias da região pelo facto de, de forma consistente, estar a apresentar resultados líquidos positivos ao longo dos anos. O lucro de cerca de 47 milhões de dólares americanos de 2017 é prova inequívoca disso”, afirmou.

Para o Presidente Nyusi, o Plano Estratégico da empresa mostra um futuro promissor para a empresa, pois ainda em contribuíram para o tesouro com 93 milhões de dólares, incluindo impostos.

Este facto, de acordo com o Chefe do Estado, teria contribuído para a indicação, pela Autoridade Tributária, da empresa como sendo uma das que mais e melhor contribui no pagamento de impostos em Moçambique.

“Os números que acabamos de ouvir, especificamente de 2017, transmitem-nos a mensagem de que estamos perante uma empresa forte e resiliente, com resultados que demonstram solidez e uma imagem positiva do nosso país”, disse. 

Para o Presidente da República, a empresa não só tem um papel de dinamização da economia do país, mas também da esfera social e cultural e até mesmo a desportiva, afirmando que estes são sinais de que a economia moçambicana está a crescer, graças às políticas que o Governo tem implementado.

"Hoje, no contexto da transformação estrutural da economia, em que o mercado é mais dinâmico e competitivo, viemos aqui, tomando como exercício os CFM, para incentivar as outras empresas nacionais a encontrarem modelos de negócio mais arrojados e inovadores, assentes na conjugação de sinergias para superar o fantasma da “crise” e, assim, desenvolvermos o nosso País", disse o estadista.

O Chefe do Estado afirmou que ao longo dos três anos e meio de governação, foram grandes os obstáculos que colectivamente foram enfrentado e superados, e dentre eles destaca-se a crise financeira, que parecia confinada ao ocidente, mas que acabou por afectar a economia mundial por via da economia real, porém o trabalho árduo de diplomacia e negociação permitiu que se fizesse a ponte, do momento de crise, para um momento próspero. "As recentes recuperações dos preços do carvão vêm premiar esta abordagem estruturada por nós assumida", informou o estadista.

Leia na Íntegra o Discurso do Chefe do Estado