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“Acidentes causam um efeito perverso ao tecido económico e social”, Presidente da República

Maputo, 30 de Novembro de 2017 – O Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, disse ontem que os acidentes de viação causam um efeito perverso que ao tecido económico e social, pois pessoas envolvidas, parte considerável são jovens e adultos do sexo masculino, na faixa dos 18 a 45 anos de idade. 

“São pessoas na fase final da sua formação académica e que muito ainda têm a dar ao país e as famílias, mas que em virtude dos acidentes deixam de cumprir o papel de provedor, lançando para a incerteza as crianças de tenra idade e outros dependentes”, informou o Chefe do Estado.

O Presidente da República explicou, ainda, que um acidente rodoviário, para além dos custos físicos e psicológicos sobre as pessoas directa ou indirectamente envolvidas, tem um impacto negativo sobre os serviços de saúde e nas infra-estruturas públicas e privadas (postes de iluminação, semáforos, praças, condutas de água, edifícios), pois desviam recursos públicos que seriam para outras prioridades.

O Presidente Nyusi fez estas declarações durante a sessão de abertura do 2º Simpósio de Segurança Rodoviária, que decorre em Maputo, sob o lema “Segurança Rodoviária: Uma responsabilidade de todos nós. Valorizemos a Vida”

O estadista informou também que nos últimos seis anos (de 2011 a 2017, mais de 10 mil vidas foram ceifadas, e acima de 30 mil pessoas ficaram feridos entre graves e ligeiros, por causa elevada sinistralidade rodoviária, que caracteriza as várias estradas moçambicanas, colocando Moçambique no quarto lugar a nível da Comunidade de Desenvolvimento da Africa Austral (SADC), com um índice de 32 mortes em cada 100 mil veículos.

“Não podemos continuar a assistir de forma impávida e serena a esta calamidade pública. Mais do que palavras, urge responsabilizar aqueles que são os causadores desta desgraça”, afirmou o Chefe de Estado.

No sentido de perceber o fenómeno, o Presidente da República informou que foi feito o mapeamento das zonas de ocorrências dos acidentes, o tipo de veículos envolvidos, os dias e horários em que ocorrem mais acidentes, bem como as prováveis causas. No final, constatou-se que a maior parte dos acidentes ocorre na cidade de Maputo bem como nas províncias de Maputo, Nampula e Sofala (sul, norte e centro), durante os fins-de-semana e no período compreendido entre as 15 horas e 21 horas. 

Os acidentes mais trágicos, ou seja com maior número de sinistrados, são os que envolvem veículos pesados de transporte carga e de passageiros, vulgo “chapas”, e os relatórios apontam como as principais causas o excesso de velocidade, manobras perigosas, condução sob efeito de álcool ou de substâncias psicotrópicas.

A sonolência, cansaço, o mau estado das viaturas, a não observância das regras da condução, o mau estado das vias, má sinalização rodoviária e a má travessia do peão também pontificam na lista das causas da sinistralidade rodoviária, até porque delas se pode depreender que todas ou as principais causas estão associadas a acção humana.

Para o Chefe do Estado, perante esta realidade no país, é forçoso concluir que se as causas dos acidentes estão associadas a acção humana, é sobre as pessoas que devem incidir as acções para reverter o cenário. 

“Todos, sem excepção, devemos assumir as nossas responsabilidades. Só com um compromisso individual e colectivo responsável podemos inverter a tendência assustadora a que acabamos de aludir”, sublinhou o Presidente da República.

O Chefe do Estado destacou que a sinistralidade rodoviária é uma frente de luta que o país precisa vencer e, para o efeito, ninguém se deve eximir, “pois todos corremos riscos como condutores, como transportadores, como transportados e até como peões.

Na ocasião, as centenas de participantes, desde os membros do governo, representantes de organizações da sociedade civil, proprietários de escolas de condução, entre outras entidades assumiram a Declaração de Maputo que se resume na multiplicação de esforços para acabar com os acidentes nas estradas do país.

Leia na íntegra o Discurso do Chefe de Estado