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“A guerra é uma forma bastante ultrapassada de viver” – Presidente da República

Maputo, 04 de Outubro de 2017 – O Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, disse hoje na Praça dos Heróis Moçambicanos, em Maputo, local que acolheu as cerimónias centrais do 25º aniversário da assinatura do Acordo Geral de Paz (AGP), que os moçambicanos devem considerarem, nas suas mentes, que a guerra é uma forma bastante ultrapassada de viver, até porque viver em paz significa construir uma nação, um futuro; e o sonho das crianças do país, é a estabilidade e a paz duradoira.

O Chefe do Estado, que depositou uma coroa de flores no local, por ocasião da efeméride festiva, disse que os passos significativos para uma paz efectiva já foram dados, no quadro dos contactos por ele mantidos com o líder da Renamo, estando em definição no presente momento, o roteiro para trazer, a todos os moçambicanos, os conteúdos do diálogo.

“A paz é a maior conquista dos moçambicanos, um dos mais nobres valores da independência nacional. Este é um dos momentos para reavivar o espírito do AGP, avaliar o seu conteúdo e a implementação para garantir o sucesso do incessante processo de diálogo em curso”, disse o Presidente da República.

A celebração das Bodas de Prata do AGP em Moçambique proporciona, segundo o Presidente Nyusi, uma excelente oportunidade para render a merecida homenagem àqueles compatriotas que, de forma abnegada, com alto sentido de pátria, missão e visão, deram o seu melhor na condução do longo e árduo processo que permitiu alcançar consensos.

Nessa ordem de ideias, expressou também um agradecimento à Comunidade Santo Egídio, obreira do processo, ao Governo italiano e a toda comunidade internacional, organizações da sociedade civil pelo imprescindível papel na facilitação e mediação do processo reconciliatório no seio da família moçambicana.

Na ocasião, o Presidente Nyusi deu a conhecer que que manteve, nesta terça-feira, mais um contacto com o líder da Renamo, com vista a antecipar as felicitações pelo acordo que assinou e ficou o consenso comum de que as partes deverão continuar a trabalhar para que haja paz em Moçambique.

No entanto, lembrou que o país viveu recentemente ameaças à paz que trouxeram à memória de todos o reabrir das velhas feridas para além de abrir novas feridas no relacionamento entre os moçambicanos.

“De forma unânime, o povo reafirma que a paz continua um bem de valor sagrado e inalienável, por isso estamos a fazer tudo ao nosso alcance e manteremos esta determinação até que alcancemos uma paz efectiva e definitiva, que é a única alternativa para o desenvolvimento de Moçambique”, disse o Chefe do Estado.

O Presidente da República serviu-se da ocasião para apelar a todos actores sociais, desde a família, as confissões religiosas, a sociedade civil, os partidos políticos, as instituições de ensino e de pesquisa, a participarem activamente na educação dos cidadãos na consolidação de uma cultura nacional de diálogo e harmonia.

O Chefe do Estado homenageou, igualmente, a todos os concidadãos que se batem pela defesa do interesse nacional, da soberania, democracia multipartidária, unidade e desenvolvimento, para que esta data os inspire a uma reflexão profunda e a disseminação do seu real significado nas mentes e nos corações de todos os moçambicanos.